Mundo
Guterres propõe reunião entre turcos e gregos de Chipre para discutir reunificação
António Guterres conversou na terça-feira com os responsáveis da República Turca de Chipre do Norte (RTCN) - reconhecida apenas pela Turquia, que ocupa um terço da ilha - e com os da República de Chipre, membro da UE.
O secretário-geral da ONU propôs esta quarta-feira, em Chipre, uma reunião entre os representantes turcos e gregos da ilha, dividida desde 1974, com o objetivo de sair do impasse e reunificar o país.
Esta proposta foi acolhida favoravelmente pelos dois presidentes rivais de Chipre, que elogiaram os esforços levados a cabo por António Guterres.
“Consegui o acordo de ambas as partes e dos fiadores para organizar uma reunião a cinco mais um”, anunciou o português aos jornalistas em Nicósia, referindo-se aos responsáveis das partes cipriota turca e cipriota grega, à Grécia, à Turquia, ao Reino Unido e à ONU.
“No entanto, é indispensável uma preparação adequada, pois pretendo evitar novas reuniões que não resultem em nada. Quero que esta seja frutífera e favoreça a procura de uma solução”, acrescentou.
"Era meu dever vir a Chipre para expressar total solidariedade ao povo cipriota na sua busca por uma solução", afirmou. "Este é o momento em que todos os esforços devem ser feitos para restaurar a confiança".
Chipre está dividido desde julho de 1974, quando se registou uma intervenção militar da Turquia após um golpe de Estado apoiado pela Grécia.
A ilha divide-se em duas partes principais, além de zonas de segurança da ONU e bases britânicas.“É preciso fazer algo diferente”
O presidente cipriota, Nikos Christodoulides, avançou em comunicado que aceitou a convocatória de “uma conferência alargada”, garantindo que os preparativos irão prosseguir.
A Turquia, patrocinadora da parte turca do norte, salientou, porém, que nesta fase “ainda não existe qualquer ponto de consenso entre as duas partes na ilha” e reiterou a sua hostilidade a qualquer projeto de reunificação que coloque em risco a existência da RTCN, que apoia como parte do seu território.
Também o responsável da República Turca de Chipre do Norte, Tufan Erhürman, disse querer “uma solução” em acordo com a Turquia.
“Desta vez, é preciso fazer algo diferente. Continuaremos a conduzir o processo em estreita e plena coordenação com o país garante, a República da Turquia, tal como temos feito até agora”, afirmou.
A divisão em Chipre tem provocado bastante tensão na NATO, já que o conflito congelou as relações e o diálogo de segurança entre a Grécia e a Turquia e constitui um dos maiores impedimentos à entrada da Turquia na UE.
Internamente, a questão tem grande impacto económico e social, com a região sul (membro da UE e do Euro) mais próspera em termos financeiros e de turismo, enquanto o norte está economicamente isolado e dependente de subsídios turcos.
c/ agências
Esta proposta foi acolhida favoravelmente pelos dois presidentes rivais de Chipre, que elogiaram os esforços levados a cabo por António Guterres.
“Consegui o acordo de ambas as partes e dos fiadores para organizar uma reunião a cinco mais um”, anunciou o português aos jornalistas em Nicósia, referindo-se aos responsáveis das partes cipriota turca e cipriota grega, à Grécia, à Turquia, ao Reino Unido e à ONU.
“No entanto, é indispensável uma preparação adequada, pois pretendo evitar novas reuniões que não resultem em nada. Quero que esta seja frutífera e favoreça a procura de uma solução”, acrescentou.
"Era meu dever vir a Chipre para expressar total solidariedade ao povo cipriota na sua busca por uma solução", afirmou. "Este é o momento em que todos os esforços devem ser feitos para restaurar a confiança".
Chipre está dividido desde julho de 1974, quando se registou uma intervenção militar da Turquia após um golpe de Estado apoiado pela Grécia.
A ilha divide-se em duas partes principais, além de zonas de segurança da ONU e bases britânicas.“É preciso fazer algo diferente”
O presidente cipriota, Nikos Christodoulides, avançou em comunicado que aceitou a convocatória de “uma conferência alargada”, garantindo que os preparativos irão prosseguir.
A Turquia, patrocinadora da parte turca do norte, salientou, porém, que nesta fase “ainda não existe qualquer ponto de consenso entre as duas partes na ilha” e reiterou a sua hostilidade a qualquer projeto de reunificação que coloque em risco a existência da RTCN, que apoia como parte do seu território.
Também o responsável da República Turca de Chipre do Norte, Tufan Erhürman, disse querer “uma solução” em acordo com a Turquia.
“Desta vez, é preciso fazer algo diferente. Continuaremos a conduzir o processo em estreita e plena coordenação com o país garante, a República da Turquia, tal como temos feito até agora”, afirmou.
A divisão em Chipre tem provocado bastante tensão na NATO, já que o conflito congelou as relações e o diálogo de segurança entre a Grécia e a Turquia e constitui um dos maiores impedimentos à entrada da Turquia na UE.
Internamente, a questão tem grande impacto económico e social, com a região sul (membro da UE e do Euro) mais próspera em termos financeiros e de turismo, enquanto o norte está economicamente isolado e dependente de subsídios turcos.
c/ agências